Embarcação à deriva junto à Boa Vista com mais de dezena de cadáveres
Uma embarcação de seis metros de comprimento, desconhecendo-se por enquanto a origem, foi encontrada à deriva, sexta-feira à tarde, a 25 milhas sudoeste da ilha da Boa Vista, contendo mais de uma dezena de cadáveres já em avançado estado de decomposição.
Após ter falhado ontem a primeira tentativa de as autoridades cabo-verdianas alcançarem a referida embarcação, devido a uma avaria ocorrida no rebocador em que viajavam, o Capitão dos Portos de Sotavento, João de Deus Carvalho, informou hoje, que as diligências só serão retomadas segunda-feira de manhã.
Presume-se, que ao ser alcançado amanhã, a embarcação, de boca aberta e que se encontra à deriva, estará nas imediações da ilha do Maio.
Conforme relatos de tripulantes do navio de transporte de combustíveis “Matiota”, o único que se aproximou até então da dita embarcação, os corpos, já em avançado estado de putrefacção, parecem pertencer a cidadãos da Costa Ocidental da África, estando assim descartada qualquer hipótese de serem cabo-verdianos.
De acordo com informações avançadas ao ”Semana On Line”, pelo delegado marítimo da ilha da Boa Vista, Armindo Graça, a citada embarcação foi localizada sexta-feira, pelo cargueiro turco “Kirana Atlantic”, que comunicou o facto à Guarda Costeira de Cabo Verde.
De imediato, após ter interceptado a mensagem, o navio “Matiota”, que se encontrava ancorado no Porto de Sal Rei (Boa Vista), partiu em direcção ao local, a 25 milhas a sudoeste daquela ilha. “Aqui, refere Armindo Graça, o cenário não podia ser mais mórbido e trágico: 12 a 13 cadáveres amontoados numa canoa, em avançado estado de decomposição”.
Estando desde logo descartada qualquer hipótese de os corpos pertencerem a cabo-verdianos, não só pelos vestígios visualizados como pelo tipo de embarcação, uma espécie de canoa, que não é usual em Cabo Verde, especula-se, que poderá se tratar de cidadãos africanos que buscavam chegar a algum país da Europa, provavelmente Canárias, como tem sido voga ultimamente.
Entretanto, e, com base nos relatos já recolhidos e que referem sobre o estado avançado de decomposição dos corpos, as autoridades, que constituíram uma equipa pluridisciplinar, admitem vários cenários de intervenção quando chegarem amanhã ao local.
Conforme o Capitão dos Portos, João de Deus da Silva, depois de uma constatação “in loco”, decidir-se-á eventualmente ou pelo reboque da embarcação até o Porto da Praia, para outros procedimentos que se impõem, ou pela queima dos corpos no próprio local, caso o estado decomposição dos cadáveres assim o ditar.
JAR/FP Inforpress/Fim
Após ter falhado ontem a primeira tentativa de as autoridades cabo-verdianas alcançarem a referida embarcação, devido a uma avaria ocorrida no rebocador em que viajavam, o Capitão dos Portos de Sotavento, João de Deus Carvalho, informou hoje, que as diligências só serão retomadas segunda-feira de manhã.
Presume-se, que ao ser alcançado amanhã, a embarcação, de boca aberta e que se encontra à deriva, estará nas imediações da ilha do Maio.
Conforme relatos de tripulantes do navio de transporte de combustíveis “Matiota”, o único que se aproximou até então da dita embarcação, os corpos, já em avançado estado de putrefacção, parecem pertencer a cidadãos da Costa Ocidental da África, estando assim descartada qualquer hipótese de serem cabo-verdianos.
De acordo com informações avançadas ao ”Semana On Line”, pelo delegado marítimo da ilha da Boa Vista, Armindo Graça, a citada embarcação foi localizada sexta-feira, pelo cargueiro turco “Kirana Atlantic”, que comunicou o facto à Guarda Costeira de Cabo Verde.
De imediato, após ter interceptado a mensagem, o navio “Matiota”, que se encontrava ancorado no Porto de Sal Rei (Boa Vista), partiu em direcção ao local, a 25 milhas a sudoeste daquela ilha. “Aqui, refere Armindo Graça, o cenário não podia ser mais mórbido e trágico: 12 a 13 cadáveres amontoados numa canoa, em avançado estado de decomposição”.
Estando desde logo descartada qualquer hipótese de os corpos pertencerem a cabo-verdianos, não só pelos vestígios visualizados como pelo tipo de embarcação, uma espécie de canoa, que não é usual em Cabo Verde, especula-se, que poderá se tratar de cidadãos africanos que buscavam chegar a algum país da Europa, provavelmente Canárias, como tem sido voga ultimamente.
Entretanto, e, com base nos relatos já recolhidos e que referem sobre o estado avançado de decomposição dos corpos, as autoridades, que constituíram uma equipa pluridisciplinar, admitem vários cenários de intervenção quando chegarem amanhã ao local.
Conforme o Capitão dos Portos, João de Deus da Silva, depois de uma constatação “in loco”, decidir-se-á eventualmente ou pelo reboque da embarcação até o Porto da Praia, para outros procedimentos que se impõem, ou pela queima dos corpos no próprio local, caso o estado decomposição dos cadáveres assim o ditar.
JAR/FP Inforpress/Fim


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